sexta-feira, 20 de abril de 2018

Temer tira R$ 209 milhões de programas sociais para financiar propaganda na Globo, Record, Band, Veja, Jovem pan, Estadão,Istoé e outras para bajular ele e atacar adversários

GGN apurou para onde o Planalto levou as quantias de programas sociais: mais de 80% será para publicidade do governo
 
Temer tira R$ 209 milhões de programas sociais para financiar propaganda na Globo, Record, Band, Veja, Jovem pan, Estadão,Istoé e outras para bajular ele e atacar adversários
Foto: Adriano Machado
 
Jornal GGN - Com os meses se aproximando das eleições, o governo de Michel Temer investiu R$ 209 milhões que estavam destinados ao combate à violência contra a mulher e à reforma agrária, além de outros sete programas mais, para, em troca, financiar a Comunicação da Presidência. O GGN detalha os números.
 
A informação foi revelada pelo PSOL, que a partir dos dados do Planejamento, descobriu a "realocação" do montante para a pasta da Secretaria de Comunicação, a Secom.
 
Nas redes sociais, o PSOL na Câmara divulgou a informação: "O Partido Socialismo e Liberdade analisando documentação do Planejamento descobriu a portaria 75. Imaginem que essa portaria vai remanejar recursos do Orçamento para a propaganda institucional do governo. São 208 milhões de reais", disse indignado o líder do partido na Casa, Ivan Valente.
 
O deputado esclareceu, em coletiva de imprensa, ao lados dos parlamentares Chico Alencar (RJ) e Luiza Erundina (SP): "E nós estamos indicando em nossos estudos estão mostrando que R$ 30 milhões sairam do Sistema Unico de Saúde, R$ 25 milhões sairam da política para mulheres, R$ 50 milhões sairam do programa de reforma agrária, do Incra, e R$ 137 milhões, pelo menos, para a Aviação e Transporte, que neste momento tem a função de gerar emprego e renda", detalhou Ivan.
 
GGN apurou junto à Portaria, confirmando que R$ 40 milhões sairiam do SUS, mas retornariam com a mesma quantia. Já Políticas para as Mulheres, com a Promoção da Igualdade e Enfrentamento à Violência, foi retirado um aporte de R$ 21.727.556:
 
O GGN apurou junto à Portaria, confirmando que R$ 40 milhões sairiam do SUS, mas retornariam com a mesma quantia. Já Políticas para as Mulheres, com a Promoção da Igualdade e Enfrentamento à Violência, foi retirado um aporte de R$ 21.727.556:
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A reforma agrária sofreu o dobro do impacto, com o cancelamento pelo governo Temer das remessas que seriam de R$ 55.257.143, além de R$ 1.525.571 destinados, originalmente, à Agricultura Familiar.
 
A reforma agrária sofreu o dobro do impacto, com o cancelamento pelo governo Temer das remessas que seriam de R$ 55.257.143, além de R$ 1.525.571 destinados, originalmente, à Agricultura Familiar.
 
Outras pastas e programas foram diretamente afetados. O GGN fez os cálculos com a lista do quanto foi retirado dos demais programas:
 
Pesca e AquiculturaR$ 4.000.000
Desenvolvimento e Promoção do TurismoR$ 2.500.000
Aviação Civil R$ 11.076.108
Programa de Gestão e Manutenção do Ministério
dos Transportes, Portos e Aviação Civil
R$ 9.083.506
Transporte AquaviárioR$ 38.471.375
Transporte TerrestreR$ 79.070.544
 
Em contrapartida, de toda essa retirada de recursos destinados a políticas para as mulheres, reforma agrária, turismo e transportes e aviação, quase R$ 210 milhões foram redirecionados ao que o governo denominou de "Democracia e Aperfeiçoamento da Gestão Pública".
 
Na prática, afora R$ 58.761 destinados a Capacitação de Agentes para o Sistema de Comunicação de Governo do Poder Executivo Federal, a "publicidade de utilidade pública" e a "comunicação institucional" receberam 208.953.042 reais.
 
Isso é mais de 80% de todos os cortes realizados na lista anterior, incluindo os voltados a políticas sociais e reforma agrária. 
 
Os outros 20% dos milhões remanejados ficaram por conta, segundo esta portaria do governo, do Desenvolvimento Regional e Territorial, com R$ 500 mil (ou 0,2% do total que Temer quer usar para a publicidade institucional), Esporte, Cidadania e Desenvolvimento, com outros R$ 500 mil, e R$ 7.700.000 para Agropecuária Sustentável (que equivale a 3,6% para a propaganda).
 
Os outros 20% dos milhões remanejados ficaram por conta, segundo esta portaria do governo, do Desenvolvimento Regional e Territorial, com R$ 500 mil (ou 0,2% do total que Temer quer usar para a publicidade institucional), Esporte, Cidadania e Desenvolvimento, com outros R$ 500 mil, e R$ 7.700.000 para Agropecuária Sustentável (que equivale a 3,6% para a propaganda).
 
Em resposta ao Painel da Folha desta quarta-feira (18), que também repercutiu o caso, a pasta disse que se tratava de "uma recomposição" e admitiu que se tratava de publicidade eleitoral, dizendo que "o investimento em propaganda respeitará a lei eleitoral, que limita o volume dos gastos".
 
"Não podemos concordar com isso, é uma medida ilegal, inclusive fazer propaganda governamental para induzir o candidato do Planalto e do MDB e, mais do que isso, nós vamos entrar com uma ação popular imediatamente para sustar esta portaria", apontou Ivan Valente.
 
Além da ação popular, os deputados irão encaminhar uma representação à Procuradoria-Geral da República (PGR), para que atue sobre a ilegalidade, e junto ao Tribunal de Contas da União, também para avaliar irregularidades. Dentro do Congresso, o PSOL quer convocar o ministro do Planejamento de Temer na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara. "É um remanejamento criminoso para a autopromoção e propaganda", resumiu o parlamentar.
 DO CGN
 
Disponibilizamos, abaixo, a íntegra da Portaria do Ministério do Planejamento nº 75, editada pelo governo federal na semana passada:
 

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Segundo a Globo e o capitalismo, você é o único culpado por estar mais pobre.

A maior nojeira do capitalismo radical que se instalou no mundo, principalmente dos anos 80 para cá, com fortes bases “financistas”, é convencer que suas vitórias são meramente pessoais. Convence a quase todos, que cada um é apenas um ser isolado, cuja coletividade tem peso mínimo em sua existência.
Segundo a Globo e o capitalismo, você é o único culpado por estar mais pobre.
Hoje, a Globo passou mais um desses atestados de idiota, que muita gente assina e assume como seu. A matéria exibida repetidas vezes muda o nome de “Empobrecimento da classe média reduz vagas de faxineiros” para “Cresce o número de brasileiros que põem a mão na massa”. Vocês sabem o que é esse “mão na massa”? Segundo a matéria, são pessoas que estão fazendo trabalho doméstico, algo depreciativo do ponto de vista das Classes A e B. Mais, para piorar, esse crescimento está atingindo mais a quem? Às mulheres, é claro. As classes A e B são as mais misoginas e atrasadas mentalmente, tanto que o golpe provém dessa turba.
Essa transposição de culpa é comum na mídia. Outra evidência comum disso, são as matérias do tal de Max Gehringer, que doutrina os idiotas, para que obedeçam o patrão. Nessas matérias, o empregado está sempre errado e os assuntos são sempre algo do tipo: “Como pedir um aumento ao seu patrão” mas, que deveria se chamar “Como se humilhar da forma correta e conseguir um aumento”. Ou seja, o rico e o empregador é um santo que está sempre certo e você, não passa de um qualquer a se adaptar ao emprego, para não perdê-lo jamais. Mas, se chegar a ser despedido, a culpa é sua que não se adaptou à vida da empresa. Será mesmo que o sistema é tão santo assim?
É por isso, que a maior nojeira do capitalismo é criar indivíduos que não se reconhecem como parte de um todo coletivo. Nesse caminho, em que a pessoa acha que as vitórias econômicas são estritamente individuais, o ser se torna um objeto destacável da realidade, cuja situação política é apenas motivação de ódio e sua identificação com suas reais liderança não acontecem. Ou seja, um sujeito que já foi mentalmente danificado pelo capitalismo está sempre doutrinado a não reconhecer no outro a legitimidade do ser. Passa, de forma egoísta a existir mentalmente isolado e acredita na cenoura que está a sua frente, que jamais será alcançada, como um burro usando “olheiras”. Passa, assim, a considerar que tudo pode estar bem, desde que possa consumir suas bobagens caras. Tornam, portanto, zumbis sociais prontos ao ódio da mídia e ao suplício de se adaptar a um sistema doente, que acaba por fazer acreditar que quem está errado é você. O resultado é óbvio, remédio psiquiátrico para evitar o suicídio.
Fonte Apostagem

quarta-feira, 18 de abril de 2018

COMEÇA O ANTIJORNAL NACIONAL! Cafezinho Semana 1

COMEÇA HOJE O ANTIJORNAL NACIONAL!


O Site Cafezinho inaugura uma nova aventura: o Antijornal Nacional, um programa diário de comentários políticos e combate às fake news da grande mídia. De segunda a sexta, às 21:30!
Caso queiram acompanhar ao vivo as mentiras do Jornal Nacional e interagir Acessem o site Cafezinho ou Canal do Youtube dele no horário acima
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terça-feira, 17 de abril de 2018

segunda-feira, 5 de março de 2018

Um coro de quase 40 mil contra a Globo durante apagão do Pacaembu

Um coro de quase 40 mil contra a Globo durante apagão do PacaembuDo Segunda Tela, na Fórum – No momento do apagão, que durou 50 minutos, neste domingo (4), durante jogo entre Santos e Corinthians, a torcida do Santos – única presento ao estádio – fez um coral com mais de 37 mil vozes contra a Rede Globo, que transmitia o espetáculo:
“Ô, tomar no c* Globo, tomar no c* Globo, tomar no c* Globo, ô”
Leia também:
O prefeito de São Paulo, João Doria, que estava no estádio, foi embora no momento do apagão.

DO Falando Verdades

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

A ligação de Roberto Marinho e da Globo com o bicheiro Aniz Abraão, da Beija Flor, vem de outros carnavais

Roberto Marinho
Esta matéria, de fevereiro de 2015, está sendo republicada
DO DCM - O deputado estadual Paulo Ramos apresentou na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, em fevereiro de 2015, um projeto de lei com chance zero de aprovação, mas que deveria provocar algum tipo de debate na sociedade. Ele quer que as empresas de comunicação que recebem verbas públicas, na forma de publicidade, sejam obrigadas a divulgar no diário oficial do Estado os nomes e os salários de seus funcionários.
“Saiu no jornal a notícia de que o William Bonner ganha mais de um milhão de reais por mês. Isso não é salário, parece lavagem de dinheiro. Onde já se viu um jornalista ganhar tudo isso? De onde sai recurso para pagar salário nesse patamar? Uma parte a gente sabe, é da verba de publicidade do governo”, diz. Paulo Ramos sustenta o argumento de que salários milionários deixam de ser assunto privado quando quem paga essa quantia é uma empresa que recebe verba pública, e é acusada de sonegar impostos, como é o caso da Globo.
A origem desses privilégios é anterior a 1964, quando houve o golpe militar e a hegemonia da rede de televisão se consolidou. Um dos livros de cabeceira de Ramos é “A História Secreta da Globo”, do professor Daniel Herz, já falecido. “Abertura de empresa em paraíso fiscal e sonegação são parte do modus operandi da Globo há muito tempo”, afirma Ramos.
Herz procurou nos arquivos do Congresso Nacional as atas de uma CPI de 1965, que investigou a sociedade da Globo com o Grupo Time Life, dos Estados Unidos, num tempo em que a lei proibia o investimento estrangeiro nas empresas de comunicação. Encontrou um interessante depoimento do ex-governador do Rio, Carlos Lacerda, que era dono de um jornal e se batia contra esse investimento estrangeiro, que colocava a Globo em condições muito superiores na concorrência com outras emissoras de TV.
Insuspeito no tema, Lacerda mostrou na CPI um editorial do jornal O Globo, publicado em 7 de janeiro de 1963, que chamava o presidente João Goulart de estadista. Para Lacerda, um editorial estranhíssimo, “quando o presidente João Goulart parecia o anticristo” para Roberto Marinho. Lacerda encontrou na Caixa Econômica Federal a razão do editorial: um empréstimo milionário, a juros baixos, liberado 24 horas antes.
Logo depois, lembra Lacerda, O Globo voltou à posição antiga e, denunciando corrupção e um suposto envolvimento do produtor rural João Goulart com o comunismo soviético, apoiou o Golpe de 64. Aliados de Roberto Marinho – inclusive o próprio advogado, Luiz Gonzaga do Nascimento Silva – integraram o ministério do primeiro governo militar.
Em 1968, contra pareceres técnicos e o relatório da CPI, que recomendava a cassação da Globo, a emissora de Roberto Marinho recebeu o registro definitivo de sua concessão, que vem sendo renovada até hoje.
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“O que aconteceu no passado é um alerta para gente do governo Dilma que acha que pode haver algum tipo de aliança com a TV Globo. João Goulart era estadista um dia, e comunista no outro”, diz Paulo Ramos.
Na ditadura militar, segundo o livro de cabeceira de Paulo Ramos, a Globo consolidou seu poder, mas na Nova República, com Tancredo Neves, Roberto Marinho ampliou seu raio de ação, ao nomear o próprio ministro das Comunicações, Antônio Carlos Magalhães, decisivo num episódio de disputa comercial.
Marinho queria o controle da NEC, a empresa que vendia equipamentos para o sistema de telecomunicações brasileiro, a antiga Telebrás, mas o dono, um empresário duro na queda, não queria vender.
Por decisão de Antônio Carlos Magalhães, a Telebrás deixou de comprar equipamentos da NEC e asfixiou a empresa. Ao mesmo tempo os veículos da Globo – jornal, rádio e TV – moviam uma campanha de notícias negativas contra o empresário que se opunha a Roberto Marinho na disputa pelo controle da NEC.
O empresário chegou a ter sua prisão preventiva decretada antes de receber em sua casa, no bairro do Morumbi, em São Paulo, um emissário da Globo, para assinar o termo de rendição: o contrato em que vendia por 1 milhão de dólares o controle da NEC. Pouco tempo depois, quando, por decisão de Antônio Carlos Magalhães, o governo voltou a comprar produtos da empresa, a NEC já valia mais de 350 milhões de dólares, em dinheiro da época.
Dois fatos relevantes: o emissário de Roberto Marinho nesse encontro no Morumbi era o filho do então ministro do Exército, Leônidas Pires Gonçalves, funcionário da Globo, e a família de Antônio Carlos Magalhães recebeu, alguns meses depois, o contrato de afiliada da rede no Estado da Bahia. O empresário batido no caso da NEC, Mário Garnero, recuperou poder e prestígio, recolocando o grupo Brasilinvest num patamar de destaque, mas amigos dizem que ele ainda tem a Globo entalada na garganta.
Hoje com 70 anos de idade e filiado ao PSOL, Paulo Ramos não esquece a cena. Era 1981. Alguns jornalistas que ele conhecia no jornal O Globo conseguiram marcar uma audiência com Roberto Marinho. Paulo Ramos chegou no horário, mas teve de esperar na antessala muito tempo – ele não se lembra quanto, mas sabe que foi muito.
Depois do chá de cadeira, Roberto Marinho o recebeu. De pé. Perguntou o que ele queria. Paulo Ramos disse que um amigo era vítima de uma campanha que ele considerava caluniosa promovida pelos veículos das Organizações Globo e ele queria o direito de resposta. “Roberto Marinho me ouviu, não disse nada e quando perguntei se ele teria a oportunidade de dar entrevista, afirmou: ‘O senhor verá a minha resposta pelo jornal’”.
O massacre continuou e o amigo, acusado de ser mandante de um crime, não teve o direito de resposta. Acabou condenado a 21 anos de prisão. “Foi uma injustiça, um linchamento”, diz Paulo Ramos, que era major da Polícia Militar e tinha trabalhado no setor de relações públicas da corporação.


O prédio à esquerda é onde ficava a cobertura de Roberto Marinho
O prédio à esquerda é onde ficava a cobertura de Roberto Marinho, vendida ao bicheiro da Beija Flor

Embora vestisse farda numa época de ditadura militar, era um peixe fora d’água. Presidente do Clube dos Oficiais, liderava campanhas por melhores salários do funcionalismo e, politicamente, era alinhado ao grupo dos chamados autênticos do PMDB. Cinco anos depois se elegeu deputado federal e recebeu nota 10 do DIAP, órgão do Dieese, por sua defesa dos direitos dos trabalhadores.
Na Câmara dos Deputados, Paulo Ramos se tornou também uma pedra no caminho da Globo, o que lhe valeu a aproximação com o governador Leonel Brizola. Conseguiu aprovar duas CPIs – uma da NEC e outra da Fundação Roberto Marinho – e usou a tribuna para denunciar o que ele considera crimes da Globo, incluindo remessa ilegal de dólares ao exterior, sonegação fiscal, empréstimo de bancos públicos a juros irrisórios e construções ilegais.
Nunca teve espaço na imprensa, mas ainda assim continuou se reelegendo. Seu sonho é que o amigo condenado seja reabilitado. Trata-se do capitão Levy de Araújo Rocha, que foi comandante de uma companhia da PM em Petrópolis e lá combateu o tráfico de drogas. Deixou uma boa impressão e foi transferido para Copacabana.
Lá, em dezembro de 1980, um ex-cabo do Exército, Júlio, foi assassinado. Os homens que cometeram o crime acusaram Levy de ser o mandante, mas Paulo Ramos, que conhecia o capitão, nunca acreditou. Duas semanas depois, um amigo do cabo Júlio, que estava com ele no momento do crime e conseguiu fugir, foi sequestrado na praia de Piratininga, em Niterói.
Ironia do destino, esse amigo do cabo Júlio estava na companhia do filho do jornalista Luiz Jatobá, famoso por ser um dos primeiros locutores do Repórter Esso. O amigo do cabo Júlio e o filho do jornalista estão desaparecidos até hoje, e os corpos nunca foram encontrados, mas não há mais dúvida sobre o mandante do sequestro: o bicheiro Aniz Abraão David, o Anísio de Nilópolis, dono da escola de samba Beija-Flor.
Se mandou sequestrar a testemunha do assassinato, não teria Anísio sido também o mandante do crime em Copacabana? Faz sentido. Nesse caso, a condenação do capitão amigo do deputado Paulo Ramos teria sido uma injustiça, resultado de uma campanha difamatória dos veículos da Globo.
Nas voltas que o mundo dá, Aniz Abraão foi preso em 2007, quando estava em sua cobertura tríplex no edifício de número 2.072 da avenida Atlântica, por envolvimento em vários crimes, mas não pelo assassinato, nunca mais investigado. A prisão dele tem a ver com jogo do bicho, contrabando e lavagem de dinheiro.  A televisão mostrou a operação policial para prender Anísio. São impressionantes as imagens de policiais descendo de helicóptero na cobertura do bicheiro, exibida pela televisão.
A Rede Globo fez a reportagem, mas nada disse sobre o antigo proprietário do apartamento, Roberto Marinho. Antes da venda do imóvel para Anísio, com escritura pública, Roberto Marinho costumava reunir ali a alta sociedade carioca para festas de Reveillon.
Neste prédio, mora ainda a autora de novela Glória Perez e o apartamento do primeiro andar estava em nome de Elisa, ex-mulher de Anísio, também assassinada, depois de escrever uma carta em que acusava o ex-marido de ter sequestrado Misaque e o filho do jornalista Jatobá.
Com 9 milhões de habitantes, o  Rio de Janeiro é a segunda maior cidade do Brasil e uma das maiores do mundo. Mas, vizinho ao prédio onde Roberto Marinho dava sua festa de fim de ano e Anísio da Beija Flor viria a comprar, se localiza o apartamento onde mora Cristina Maris Meinick Ribeiro, a funcionária da Receita Federal que, em janeiro de 2007, veio a retirar o processo em que a Globo era acusada de sonegação milionária na aquisição dos direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002, utilizando um esquema que envolve uma empresa no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas.
Mundo pequeno.